SEM JEITO COM CRIANÇAS

Hoje é dia vinte e quatro de março. Apesar de conhecermos bem nossos filhos, temos que fazer o que for preciso para ter certeza de que eles estão bem. Eu sei, assim como 2+2=4 que meu filho ouve bem, muito bem, mas para diagnóstico era necessário fazer o exame de audiometria.

Todo ser-humano tem algum defeito de caráter, e a apatia é um dos mais cruéis, ainda mais vindo de um médico. Não se preocupe, eu não vou reclamar de ninguém aqui nesse post, só quero te alertar sobre o que pode (e vai) acontecer com você e com o seu filho algumas vezes.
É incrível como nós mães nos sentimos ainda mais ligada aos nossos filhos depois que algo ameaça a vida deles. E ultimamente a minha intuição não fala mais comigo, ela grita!

Na última quarta-feira, dia vinte e dois, no momento em que pisamos na clínica para a consulta com a otorrino meu coração palpitou. A começar pela recepção que não nos atendeu bem. Mas a Dra. "Otorrino" fez tudo ficar melhor, ela é uma excelente profissional e nos passou muita positividade. Agendamos o exame pra hoje e voltamos, relutantes, para a clínica.

Alguma coisa me dizia que seria perda de tempo e não, eu não estava negativa, mesmo porque eu creio muito na Lei da Atração, portanto procuro viver o máximo de tempo possível de forma positiva. Mas além da nossa energia existem pessoas tão negativas que sugam toda a nossa positividade...

Quando eu entrei no consultório, meu marido foi expulso, não é exagero, ele foi realmente expulso de perto do consultório, ele não podia sequer esperar do lado de fora, A "mulher" pediu para que ele saísse do consultório e esperasse lá na entrada da clínica.
Entrei com  o Miguel e o que deveria ser um exame simples se tornou em desespero.


Eu não sei o motivo, se desdém ou falta de conhecimento, mas aquela "profissional" foi extremamente insensível. Ela estava irritada, impaciente e começou o exame ao contrário, ao invés de fazer os testes menos invasivos primeiro, ela começou colocando fios e instrumentos nos olhos, ouvidos e boca do Miguel. E antes de terminar o "exame" ela resmungou: "não sei porque a doutora (otorrino) passa esse exame para bebês, ela sabe que não dá pra fazer!"

Depois de dez minutos perto daquela moça, eu já estava exausta, chateada e pensando que a médica não era tão profissional assim. 

O exame de audiometria em crianças é possível sim, em bebês inclusive. Mas, apesar da clinica ser super recomendada e muito chic, me pareceu pouco provável que aquela moça sabia o que estava fazendo.

Não tem jeito, penso que essas coisas acontecem pra gente valorizar os bons profissionais que passam por nossas vidas e que se preocupam realmente com os nossos filhos. Sim, eles existem!

Saímos da clínica sem resultado nenhum e com a "ordem" de que o Miguel só poderia fazer o exame de audiometria sedado. O BERA é um outro exame audiométrico que, quando o primeiro exame não é conclusivo, esse segundo é realizado, pois como as crianças se mexem muito, elas precisam estar sedadas ou estarem dormindo. O fato é que o primeiro exame não foi realizado com o Miguel e acreditem, ele colaborou, mas até eu senti vontade de sair correndo dali.

Médicos que atendem crianças sabem que é necessário ter jeito para lidar com elas, pois elas se assustam muito fácil por não saber o que está acontecendo. Exigir, impor e reprimir uma criança, não é, definitivamente, o melhor jeito de conseguir que um pequeno colabore. 

Além da preocupação com o diagnóstico do Miguel, dos compromissos de trabalho, das tarefas diárias e de não dormir a noite por conta de todos os pensamentos que povoam a nossa cabeça, temos que nos preocupar se o nosso filho será bem atendido e se será sequer atendido. 

Se eu tivesse ouvido a minha intuição, teria realizado o exame em outra clínica. Então, minha sugestão é: a partir de agora, se a sua intuição sussurrar, escute. Se ela gritar, fuja!

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